Pregações

Igreja perseguida – Daniel 3.13-28

Igreja Luterana em Três Lagoas

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O capítulo 3 relata que o rei construiu uma estátua para ser adorada por todos. No entanto, Hananias, Azarias e Misael, que passam a ser chamados de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (nomes Babilônicos) não prestam adoração a estátua de Nabucodonosor por saberem claramente que aquilo seria idolatria e que Deus não tolera qualquer tipo de idolatria. Com isso, os demais oficiais que tinham raiva dos três judeus, vão ao rei para dedurá-los e fazer com que sejam castigados.

O rei chama os três amigos para questioná-los. O questionamento de Nabucodonosor é: que Deus poderá livrá-los? O argumento é: será melhor para vocês!

Falar sobre perseguição para nós brasileiros pode ser algo distante e irreal. Mas esse texto tem muito a ver conosco. Nós não temos diante de nós grandes autoridades como era Nabucodonosor naquela época diante dos três amigos lhes sugerindo o que seria melhor e lhes ameaçando.

Mas a perseguição e a idolatria se apresentam a nós de outras formas. Quando negociamos os princípios do Reino de Deus pois é “o melhor para nós” assim como o rei disse aos amigos. Quando afrouxamos nossa conduta cristã para nos dar bem em coisas desse mundo, ou para não sofrer consequências terrenas.

Os três sabiam muito bem o poder do rei e sua facilidade em executar qualquer pessoa que o contrariasse. Mas eles também sabiam que Deus não divide sua glória com ninguém e que um gesto de dobrar-se a uma imagem, mesmo que seu coração não adorasse aquela imagem, iria deixar claro o medo, a covardia, a falta de fé e obediência. Assim também é conosco, negociamos pontos importantes da nossa fé, por medo, vergonha ou falta de obediência estamos na verdade nos dobrando as pressões desse mundo, estamos cedendo a perseguição.

Nós precisamos entender algo muito importante sobre nossa fé e sobre os ataques que recebemos: eles não são contra nós, eles não se tratam de nós, eles têm a ver com Jesus. Eles são um ataque a Deus e não a nós mesmos. Os três amigos são fiéis e sua fé é clara, Deus pode nos livrar, mas se ele não fizer continuaremos firmes.

Igreja olhar para os cristãos perseguidos por todo mundo deve nos levar a algumas reações:

- Adoração genuína a Deus – sair do morno, da mesmice, da preguiça, ou você é de Cristo ou não é, esse meio termo que vivemos no Brasil de religiosidade precisa cair por terra.

- Intercessão – chorar com os que choram – nós somos corpo de Cristo com eles, somos convocados a interceder por eles.

- Fé – ter uma fé verdadeira. Uma fé que não barganha com o mundo, uma fé que não faz conceções para se dar bem, uma fé que vive a verdade do Evangelho apesar das consequências.

- Esperança – Nossos olhos precisam voltar-se para Jesus, para o centro, para aquilo que nos torna uma família, um só corpo. Jesus enviou seus discípulos a pregar, ensinar, batizar e ser testemunha. Precisamos ser menos juízes e mais pregadores, menos organizadores de programas e eventos e mais discipuladores, menos frequentadores de cultos e mais testemunhas do Evangelho no nosso trabalho, na escola, na faculdade.