“O sofrimento é inevitável. A desgraça é opcional. Desde que não podemos livrar-nos do sofrimento, o segredo da vida bem-sucedida é descobrir meios de viver acima do nível da desgraça”. Chrales Swindoll

Pr. Valmir Ropke

Pastor Geral

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SILÊNCIO DE DEUS

Vida e sofrimento são sinônimos. Um não é possível sem o outro. O sofrimento é um fato da vida neste mundo decaído e não podemos fugir dele.

“O sofrimento é inevitável. A desgraça é opcional. Desde que não podemos livrar-nos do sofrimento, o segredo da vida bem-sucedida é descobrir meios de viver acima do nível da desgraça”. Chrales Swindoll

“As coisas que machucam, ensinam”. Benjamim Franklin


Quero os convidar a olharem os tapetes da vida em seus dois lados.

1. Na parte superior estão os floreios, o lado prazeroso que normalmente gostamos de apresentar e contemplar:

> No mundo natural – Belas parias, montanhas, belos jardins e as lavouras fartas de bons grãos. (Mundo ou Brasil visto de cima)

> No mundo físico – Modelos, os intelectuais ou os esportistas. (GREMIO)

> No mundo emocional – Pessoas alegres, alta capacidade em resolver conflitos, emocionalmente saudáveis.

> No mundo doméstico – Casais perfeitos, filhos determinados.

> No cenário nacional e internacional - Liberdade de expressão, oportunidades iguais.

2. Na parte inferior do tapete estão os nós e os fiapos deixado pelas linhas. Assim o sofrimento está entretecido na vida da humanidade:

> No mundo natural – Ocorrem desastres naturais, como tornados, enchentes, deslizamentos de terras e tempestades.

> No mundo físico – Crianças que nascem deficiência. Acidentes que deixam sequelas e cicatrizes. Doenças com dores crônicas e até mesmo mortes precoces.

> No mundo emocional – Depressão, decepções, neuroses e psicoses.

> No mundo doméstico – Cônjuges espancando-se, abuso sexual e crianças abandonadas.

> No cenário nacional e internacional – Conflitos e guerrilhas.


Diante desses e outros fatos, precisamos ao menos aceitar de que vida e sofrimento são sinônimos. O que é necessário procurar entender, é a raiz de todos os males. A inevitável realidade do pecado. O pecado é uma doença universal. Nem mesmo nos dias bíblicos as pessoas “viviam felizes para sempre”.


O QUE FAZER QUANDO DEUS PARECE ESTAR EM SILÊNCIO?

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? Meu Deus! Eu clamo de dia, mas não respondes; de noite, e não recebo alívio!” (Salmo 22.1-2).

”Clamo a ti, ó Deus, mas não me respondes; fico em pé, mas apenas olhas para mim” (Jó 30.20).

“Jesus bradou em alta voz: Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mateus 27.46).

Todos os versos que lemos são gritos na alma de pessoas que experimentaram o silêncio de Deus, inclusive do seu próprio filho, Jesus. Sentimentos diante do silêncio de Deus:

> É um silêncio que dói,

> É um silêncio que prova,

> É um silêncio que machuca,

> É um silêncio que traz angústia,

Não é fácil clamar a Deus e ter o seu silêncio como resposta. São nestes momentos que que podemos compreender o que Deus deseja operar em nós:


1° estágio: ter consciência de que precisa de mais intimidade com o Pai

A nossa espiritualidade começa olhando para Deus e reconhecendo que somos pecadores e carecemos diariamente de seu agir em nosso favor. Quando olhamos Jó, um homem bem-sucedido na família, nos negócios, na devoção a Deus. Mas a vida de Jó nos ensina que sempre precisamos e dependemos da misericórdia do Pai. Tudo começa quando Deus dá testemunho para Satanás de quem é Jó:

“Disse então o Senhor a Satanás: Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal” (Jó 1.8).

A aposta. Satanás faz uma aposta com Deus quanto as pretensões de Jó. Satanás pede a Deus a permissão de tirar todos os bens, todos os filhos e ainda o assolasse com feridas terríveis da sola dos pés até o alto da cabeça. A casa caiu na vida de Jó:

• O que era alegria, tornou-se em tristeza.

• O que era motivo de sorriso, agora é motivo de choro.

• A paz que reinava em sua vida deu lugar a uma guerra que envolvia os aspectos físicos, materiais e espirituais.


A dor do Silêncio. A tragédia chegou na vida de Jó! E, foi exatamente neste tempo que Deus fez silêncio na vida de Jó. A dor do silêncio de Deus na vida de Jó era tão intensa, que ele chegou a fazer a seguinte declaração:

“Não vou desistir, vou em frente, pois a minha queixa é legítima. Deus não pode me tratar assim – não é justo. Se eu soubesse onde encontrá-lo, eu iria correndo” (Jó 23.1-2).


2° estágio: contemplar os feitos de Deus

Quantos cristãos tem abandonado a fé por terem de passar por sofrimento? Quantos neste momento estão se perguntando, porque Deus permite isto ou aquilo?

O desespero, o abandono e a solidão são marcas inevitáveis neste caminhar. O Rei Davi em sua busca desesperada por respostas de Deus, ele permanece confiante na ação do Pai: “Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação. Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito” (Salmos 13.5-6).

Teologia da retribuição ou da barganha. O conceito desta espiritualidade é, o que leva o homem buscar a Deus e servi-lo é a recompensa de se receber algo e não pelo amor e afeto desinteressado que tem pelo Senhor.

Deus tem prazer em abençoar. É importante deixar-se claro que Deus tem prazer em abençoar seus filhos, em dar muito mais do que pedimos, e o que o princípio da retribuição há base bíblica para tanto, “Aquilo que o homem semear isto também colherá”.


A aposta que Satanás fez de que é impossível o homem amar a Deus sem ter algo em troca:

> Você seria capaz de amar a Deus e servi-lo com integridade e temor, mesmo quando se está no vale da sombra da morte?

> Você seria capaz de orar, mesmo quando não se ouve a voz de Deus?

> Que testemunho você teria sobre Deus, de sua graça, seu amor e misericórdia, quando não se tem nada de concreto?

> Que testemunho teria, quando não se tem nenhum carro novo, nenhuma promoção no trabalho e nenhuma cura. Apenas Deus.

3° estágio: O que importa, quem Deus é
A espiritualidade cristã é uma espiritualidade do coração. “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida” (Provérbios 4.23).

Vivemos em uma sociedade, onde desde cedo aprendemos a guardar a nossa autoimagem, nosso status-social, nosso intelecto, nossas conquistas pessoais, nosso espaço de realização, mas não o nosso coração.

Jó se encontra sem nada. Não tem família para apoiar e renovar as suas esperanças; não tem bens que lhe permitam viver confortavelmente seguro; pois até mesmo, a reputação e honra, desapareceu. Ele está só. Não há motivos para adorar e servir a Deus, a não ser o próprio Deus.

Jesus na cruz do calvário. Jesus estava exposto a humilhação, ao sofrimento físico e a toda dor moral e espiritual.

E, lá estava Satanás dizendo: Onde estão seus amigos (a multidão, os seguidores e os discípulos)? Aqueles que foram curados? A tua família? Aliás o teu Pai lhe abandonou.

Jesus diante do silêncio e abandono do Pai, e em meio as dores e agonia da cruz, num fôlego, extraindo de si as últimas forças para expressar suas palavras finais: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Amar e adorar a Deus por aquilo que Ele é. Às vezes fico imaginando, se Deus permitisse Satanás tirar as motivações e estímulos externos da nossa devoção, tudo aquilo que hoje representa os motivos de nossa lealdade, integridade e louvor, se sobraria alguma coisa dentro de nós que, apesar de tudo, ainda nos levaria a amar a Deus e adorá-lo simplesmente porque Ele é Deus.

Muitas vezes não compreendemos o silêncio de Deus, não entendemos porque Deus se cala quando tudo à nossa volta está em ruínas. Uma coisa é certa: Deus nunca para de trabalhar e alguma coisa muito especial está sendo preparada por Ele para o tempo que virá depois da dor! Esperar no Senhor é tudo o que precisamos fazer.


Lembre-se:
> Precisamos de Deus e para tanto o buscamos;

> Mas a sua espiritualidade terá gratidão por aquilo que Deus fez ou esta fazendo.

> E, feliz daquele que compreende o que basta é saber quem Deus é, independente do que Deus fez ou virá a fazer.

“Mas aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não cansam” (Isaías 40.31).

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