"Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão." - 1 Coríntios 15:1-2

Irno Prediger

Pastor Emérito

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NOSSA ESPERANÇA: A RESSURREIÇÃO – 1 Co 15.1-23

 Existem alguns temas fundamentais para a fé cristã. Um desses temas é a “ressurreição”. Por isso vou trazer duas mensagens sobre 1 Co 15 neste e no próximo domingo.
 
Na primeira carta de Paulo aos coríntios ele trabalha diversos assuntos que vinham sendo problemas naquela igreja do primeiro século da era cristã. No capítulo 15 ele aborda a questão da nossa esperança cristã, a qual se fundamenta sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Paulo soube que havia alguns na igreja de Corinto que “estão dizendo que não existe ressurreição de mortos” (v. 12). Isso desafiou o apóstolo. Ele precisa posicionar-se diante disso.
 
Há coisas na igreja nas quais podemos ter opiniões diferentes, pois não são centrais à fé cristã. Quanto à ressureição dos mortos, porém, não podemos ter opiniões diferentes, pois trata da essência do evangelho. Neste assunto temos que ter absoluta certeza e uma base de fé bem fundamentada. Aqui está em jogo o próprio evangelho! Não podemos ter dúvidas quanto a esse assunto.
 
Paulo introduz o assunto, dizendo: “Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes” (v. 1). Aqui não se trata de simples doutrina, mas do evangelho que é “poder de Deus para a salvação” (Rm 1.16). Por isso Paulo acrescenta no v. 2: “Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão”.
 
E qual é este evangelho que Paulo havia pregado aos coríntios? O que ele resume nos vers. 3 a 5 de 1 Co 15: “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze”. Este é o evangelho sobre o qual se fundamenta a nossa esperança para além da nossa morte física!
 
II – DUAS PERGUNTAS RELACIONADAS À RESSURREIÇÃO DE JESUS
Primeira pergunta: Por que é importante o fato de Jesus ter ressuscitado?
Porque sem a ressurreição de Jesus a fé cristã seria um absurdo, além de não existir esperança alguma para nós para o pós-morte.
A realidade histórica da morte e da ressurreição de Jesus formam o fundamento da fé cristã. Sem a morte dum inocente por nós (a morte de Jesus), não haveria solução para o nosso pecado. Sem a ressurreição de Jesus não existiria ressurreição para nós após a nossa morte. Portanto, sem a veracidade histórica desses dois fatos interligados, toda a nossa fé cristã seria sem fundamento e não passaria duma grande ilusão. Paulo diz no v. 14: “se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm”.
Porque sem a ressurreição de Jesus, o evangelho não seria um evangelho, ou seja, uma “boa notícia”.
A pregação e fé cristã não passaria duma grande mentira ou ilusão. Seria apenas uma filosofia sem fundamento, como tantas outras no mundo. 1 Co 15.19: “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão”.
A morte seria o triste e trágico fim de todos nós . 1 Co 15. 18: “Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos”.
Não haveria, efetivamente, uma esperança para o ser humano. O problema do nosso pecado continuaria sem solução e nos manteria longe de Deus. 1 Co 15.17: “E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados”.
Cristo, porém, morreu e ressuscitou. Ele apareceu ressuscitado a muitas testemunhas (1 Co 15.5-11). Muitas dessas testemunhas da ressurreição de Jesus ainda viviam quando Paulo escreveu esta carta aos coríntios uns 25 ou 30 anos depois da ressurreição de Jesus. No v. 6 Paulo escreve: “Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido”.
Não deve haver dúvida entre nós de que Jesus ressuscitou, tal como Paulo escreve no v. 20: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram”.
Porque a nossa salvação e esperança estão diretamente relacionadas com a nossa fé na ressurreição de Jesus (1 Co 15.1-2 e Rm 10.9).
O evangelho não é apenas aprendido e decorado, mas “aceito” pessoalmente. É um fundamento de vida sobre o qual “permanecemos” (vv 1 e 2). Não é um objeto de conhecimento interessante. É o único meio de redenção da perdição eterna. Portanto, crer de coração que Jesus morreu pelos nossos pecados, que foi sepultado e que ressuscitou é essencial para a nossa salvação e é a base da nossa esperança cristã.
Em Rm 10.9 Paulo afirma: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo”!
Segunda pergunta: O que significa para nós, hoje, o fato de que Jesus ressuscitou?
(Em parte já respondi esta questão na pergunta anterior).
Que temos conosco a presença de Jesus.
Jesus ressuscitou. Ele vive. Depois de 40 dias subiu ao céu, mas prometeu em Mt 28.20: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Você pode estar em momentos bons ou difíceis, mas pode ter certeza que Jesus sempre está com você em toda e qualquer lugar e situação!
David Levingstone Foi o primeiro missionário europeu na África oriental (região do Kênia). Gastou sua vida na África negra levando o evangelho. Passou muitos perigos e sofrimentos. A morte o rondou dezenas de vezes. Numa de suas voltas à Inglaterra, membros de sua igreja de origem lhe perguntaram: Como você conseguiu sobreviver a tudo isso? Ele respondeu: Sobrevivi a tudo isso porque tenho certeza de que Jesus ressuscitou e vive e está comigo em qualquer lugar.
Que posso contar com as suas intercessões quando oro.
“Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e, mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).
“Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).
Que posso contar com o seu poder à medida que estou servindo a Ele. E é o mesmo poder da ressurreição!
“Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado aos céus e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam” (Mc 16.19-20).
Que eu irei ressuscitar e, assim, posso enfrentar com esperança e confiança as doenças, perigos, problemas e a própria morte, pois Jesus foi “as primícias” da ressurreição (1 Co 15.20).
“Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem (Adão), também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem (Jesus). Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem” (1 Co 15.20-23).
Que Jesus está preparando um lugar para mim na casa do Pai celestial, onde irei após minha morte e ressurreição no dia de Sua “parousia” (Jo 14.2).
“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar” (Jo 14.1-2).
CONCLUSÃO
 A grande diferença entre Jesus e outros grandes homens: Ele ressuscitou! E nos incluiu na Sua morte e ressurreição pela fé nele.
 Augusto Comte, filosofo francês e fundador do positivismo, previu que em uma geração a fé cristã estaria substituída na Europa pelo seu ensino do “positivismo”. Passados pouco mais de 200 anos, alguém aqui sabia o nome de Comte e de sua religião positivista? Não tenho certeza sobre atualmente, mas há alguns anos restava um único templo do positivismo no mundo, situado em Porto Alegre, no Brasil. O que aconteceu? É que Comte não morreu pelos pecados dos homens e não ressuscitou, aparecendo a testemunhas de sua ressurreição!

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