Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? " - Mateus 18:21

Baseado na mensagem do P. José Pezini

Pres. Venceslau, 07/09/2019

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PERDOE! É MANDAMENTO DE DEUS.

Mt 18.21-35 

Nas duas mensagens anteriores vimos que uma família, para ser revitalizada, precisa, antes de tudo, desenvolver um relacionamento de intimidade com Deus. Isso também é válido para nós individualmente, bem como para nós como Comunidade cristã. A intimidade com Deus, tendo um tempo diário de oração e meditação na Palavra, é essencial para conhecermos a vontade e os propósitos de Deus para conosco.

Na semana passada aprendemos que precisamos consagrar os nossos bens ao Senhor. Cristãos que estão debaixo da escravidão de “Mamon” (o deus dinheiro), tendem a se desestruturar e viver em sofrimento. Quem, porém, reconhece que Deus é dono de absolutamente tudo neste mundo, usando seus bens para glorificar a Ele, é um cristão livre para ser generoso no dar, inclusive para dar o dízimo para o trabalho do Reino. Cura-se a avareza de nossos corações com generosidade.

Hoje vamos ver mais um fator que afeta muitos lares de cristãos: o perdão. Vivendo em família, assim como em Comunidade, é inevitável que aconteçam situações onde um machuca o outro. Isso porque somos pessoas diferentes. Temos opiniões diferentes, interesses diferentes, dons e focos diferentes. No lar e na Comunidade cristã, porém, nós aprendemos a perdoar os outros, pois esse é um mandamento do Senhor. É também algo essencial para a nossa saúde psicoemocional, bem como para o relacionamento saudável em família e em Comunidade.
PERDÃO: UM MANDAMENTO A SER OBEDECIDO E PRATICADO
 Jesus estava ensinando seus discípulos sobre “Como viver em Comunidade”. Aí chegou ao assunto “Como tratar a ofensa de um irmão” (Mt 18. 15-20). Pedro levantou um assunto que estava lhe incomodando sobre o perdoar irmãos.
 Vamos ler: Mt 18.21-35.
Entendendo a Parábola
Em que situação Jesus conta esta parábola?
 Jesus, em seu discipulado, está ensinando seus discípulos sobre como viver em Comunidade. Estava ensinando como devemos tratar as ofensas que, por acaso, sofremos.

 Ao ouvir estes ensinamentos, Pedro ficou preocupado. Ficou assustado com a seriedade com a qual Jesus vinha expondo o assunto. Então perguntou a Jesus quantas vezes deveríamos perdoar aqueles que nos ofendem sempre de novo.
 
Parece que Pedro estava incomodado sobre o perdoar irmãos “difíceis” que sempre de novo erram e machucam outros discípulos da Comunidade. Pensando que estava sendo generoso, ele pergunta: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar ao meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes”?

 Jesus responde a Pedro de uma maneira ainda mais contundente e categórica: “Eu lhe digo: Não até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Ou seja, sempre!

Percebendo Jesus que o assunto não tinha ficado suficientemente claro para Pedro, ele conta essa belíssima parábola. Ela, portanto, faz parte do ensino de Jesus sobre o perdão.

O Reino dos céus é como um rei.
 Esse rei desejava acertar contas com os seus servos a quem havia confiado um grande empreendimento empresarial. Talvez uma rede bancária. É trazido à sua presença alguém que devia uma quantia impagável.

 O funcionário em questão estava gerenciando o que, provavelmente, seria um estabelecimento bancário. A dívida desse servo aumentou para proporções incontroláveis. Dez mil talentos são aproximadamente 174 toneladas de ouro, segundo alguns entendidos no assunto. Essa soma é realmente uma dívida impagável. Só para termos de comparação: o salário anual do rei Herodes Antipas perfazia 200 talentos.

Quem é este rei? A quem Jesus se refere?
É Deus!
Quem é o servo com a dívida?
Eu e você!
Que dívida é essa?
 Nossos pecados!
 Conforme a lei do Império Romano que dominava sobre Israel nesta época, quando alguém devia um valor muito alto, considerado impagável, ele teria que ser vendido como escravo, juntamente com toda a sua família.

Por causa do nosso pecado estávamos condenados à escravidão eterna.

Desde Adão nós seres humanos somos escravos do pecado. O pecado está em nossa natureza O gene do pecado está dentro de nós. Por causa do pecado estávamos condenados à escravidão eterna.

O rei, porém, decidiu perdoar a dívida do servo, atendendo às suas súplicas.
 Jesus veio e, ao ir à cruz, pagou pelo meu e pelo seu pecado. Assim, pela misericórdia de Deus, fomos declarados justos perante Deus (Rm 5.1). Aconteceu uma transfusão de sangue. Agora “o sangue de Jesus corre em nós”. O gene da perfeição de Jesus foi implantado em nós que cremos nele! Somos aceitos por Deus porque Deus vê Jesus em nós. Pela graça de Deus não somos mais escravos do pecado. Somos livres e temos livre acesso ao Pai, pois fomos perdoados!

Conforme os ensinamentos de Jesus, assim como eu fui perdoado, devo também perdoar.
 Quando Jesus ensinou a orar (Pai Nosso), ele disse: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12).

 “Pois, se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês” (Mt 6.14, 15).

 Então, a regra de Jesus é simples: porque fui perdoado, devo também perdoar. Eu devo perdoar assim como Deus me perdoou em Cristo. Devo perdoar ao meu cônjuge, aos filhos, aos pais, aos irmãos da Comunidade, aos amigos e, até, aos inimigos!

No entanto, o servo perdoado da parábola não agiu assim.
Ele não perdoou ao seu conservo.

Tratava-se de alguém que devia a ele uma dívida pequena. Naquele tempo, 100 denários correspondiam a 100 dias de salário dum trabalhador comum. Portanto, tratava-se duma dívida perfeitamente pagável.

A primeira dívida era impagável. Logo, ele e toda a sua família seriam vendidos como escravos.

A segunda dívida era pequena em comparação à primeira. Uma dívida perfeitamente pagável. Para esta dívida, segunda a lei do Império romano vigente na época, o devedor deveria ir preso e ser chicoteado três vezes ao dia, até que a família conseguisse pagar a dívida.

Ao se recusar a perdoar, o rei fica irado e condena o seu servo.
 Mas...Se ele já tinha recebido o perdão de sua dívida, por qual dívida o servo estava sendo condenado?

 Deus retira o perdão dado a nós em Cristo quando deixamos de perdoar outro irmão?

 Segundo Jesus, por maior que seja a dívida que alguém possa ter conosco, por mais terrível que seja, essa dívida não se compara com o que nós devíamos a Deus. A nossa dívida (nosso pecado) perante Deus é uma dívida impagável! Mas se não perdoamos, não seremos perdoados. O perdão está condicionado ao perdão que damos aos nossos irmãos. 

 Mas, por qual dívida aquele servo estava sendo condenado?
 
Tendo sido perdoado de sua dívida impagável, o rei lhe retirou o perdão recebido?  

Qual das dívidas Deus retêm de nós cristãos, se deixamos de perdoar ao próximo?

É a primeira impagável que é retirada? Ou é a segunda dívida menor que não queremos perdoar? Por qual dívida o servo deveria sofrer neste caso?


 Por aquela que deixou de perdoar!
Observemos o texto. Para quem devia uma dívida impagável, o condenação era ser vendido como escravo. Para quem devia uma dívida pequena, a condenação era ser preso e chicoteado. A sentença do rei:

 “Não devias, tu, igualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia? E, indignado, o Senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia”. (Mt 18.33, 34).
 
Ele foi mandado à prisão para ser chicoteado três vezes por dia até que a dívida fosse paga (pelos familiares).

 Deus é de palavra. Ele não retira o perdão já dado a nós. Mas, se não perdoamos depois de ter sido perdoados por Ele, há consequências. Ficamos presos e somos chicoteados.

Observemos o versículo 35:
“Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt 18.35).
CONCLUINDO
 “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência. Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu, mas praticando-a, será feliz naquilo que fizer” (Tg 1.22-25).

 Quem não perdoa perde a sua liberdade. Não consegue ser feliz. Sofre as chicoteadas em consequência de sua indisposição de perdoar. É a razão de muitas doenças psicossomáticas entre os crentes! Há outras razões, mas muitos dos que sofrem de tristezas, desânimo, depressões, estresse, doenças de pele e dores no corpo, sofrem por causa de sua indisposição de perdoar. São as chicoteadas dos “torturadores”.

 Quem são os “atormentadores” que chicoteiam àquele que não se dispõe a perdoar as outras pessoas? São as doenças psicossomáticas. O diabo tortura de várias maneiras: a pessoa fica se remoendo em mágoa; sofre do espírito de enfermidade; é atormentada com doenças da alma.

 Irmã(o). Você foi perdoado por Deus, na cruz de Cristo, por uma dívida impagável! Então, perdoe sempre! Perdoe àqueles que erram contra você, seja lá como for!

 Perdoe! Saia daqui uma pessoa livre, com uma nova vida. Deus quer que a sua vida seja livre e vivida com alegria!

 Tenha a coragem de ser liberto! Perdoe qualquer ofensa. Inclusive as daquele irmão da Comunidade que sempre de novo erra e machuca você. Deixe de ser chicoteado pelo “inimigo”!
 Perdoe! Perdoe sempre de novo!

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