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“Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito”
Is 42.3

Irno Prediger

Pastor Emérito

LIDANDO COM O INIMIGO EM TEMPOS DE RECONSTRUÇÃO

A igreja local passou por uma crise. Uma boa parte dos membros se dispersou nestes últimos tempos. A Comunidade está mais reduzida em seu número de membros, mas não está morta porque não é de homens, mas igreja do Senhor Jesus Cristo.

A Palavra nos garante que Deus não tem interesse que um crente morra e que uma igreja se extermine. Lemos em Is 42.3 sobre as intenções de Deus: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito”.

É tempo de reconstruir! Não é tempo de desanimar, mas de colocar mãos à obra e reconstruir.

Essa Comunidade é fruto de trabalho de missão e aqui foi plantada, pela graça de Deus, para ser instrumento de Deus na missão. Quero animar os irmãos a sonhar com uma igreja que volte a crescer; que até 2015 tenha, pelo menos, 10 PGs em casas de membros e 100 pessoas frequentando os cultos dominicais.

Sonhar é olhar para o futuro com os olhos da fé. O que vocês farão, em conjunto, para que daqui a 7 anos a igreja local tenha 10 PGs de 8 a 12 pessoas se reunindo em casas de membros e tenha 10 pessoas nos cultos dominicais?

Reconstruir, porém, implica em lidar com adversidades. Aliás, implica em enfrentar a oposição de satanás, nosso adversário. O inimigo fará de tudo para desanimá-los, neutralizar as suas ações e impedir que reconstruam a sua igreja local.

Lemos em Ef 6.10 e 12: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder... porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne (= pessoas), e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

II – LIDANDO COM O INIMIGO (Esdras 4)

 Lá pelo século V antes de Cristo, depois que o povo Israel conseguiu voltar novamente dos 70 anos de exílio na Babilônia, Jerusalém e o templo estavam em ruínas. Coube a líderes como Neemias e Esdras unirem o restante do povo que restou e que tinha voltado da escravidão babilônica e liderar a reconstrução da cidade de Jerusalém e do templo. Quando o povo de Deus se uniu para reconstruir o templo, o inimigo se levantou para impedir a reconstrução.

 Em Esdras 4 temos lições sobre como o diabo, nosso adversário, age para impedir a obra de Deus. Neste livro bíblico também recebemos dicas sobre o agir de Deus para nos dar vitória sobre o inimigo, ensinando-nos como proceder diante das adversidades que satanás coloca diante de nós. Esses ensinos são, especialmente, preciosos para a edificação da Comunidade cristã ou em sua reconstrução. No entanto, também nos ensinam para a nossa própria edificação pessoal na fé. Vejamos oito ensinos.

Satanás, o nosso inimigo ...

1. Joga pessoas contra nós (v. 1).

Se ele puder, jogará um irmão da igreja contra outro irmão. Ele procura lançar irmãos contra irmãos da própria igreja local. Se não conseguir isso, jogará outras pessoas próximas a nós contra nós, às vezes da própria família. Mas lembremos: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades nas regiões celestes”.

2. Investe contra nós com estratégias que, muitas vezes, são bem sutis (v 2 e 3).

Sendo nós filhos de Deus e propriedade de Cristo, o diabo não pode tão simplesmente nos atingir de fora. Então o inimigo usa a sutil estratégia de se infiltrar em nosso meio para nos neutralizar em nossas ações. Os líderes de Israel, responsáveis pela reconstrução do templo, tiveram o discernimento espiritual e não aceitaram a suposta ajuda do inimigo. Também nós precisamos ser vigilantes para discernir e rejeitar as estratégias do diabo.

3. Procura nos desanimar (v. 4).

O desânimo é uma das estratégias mais eficientes de satanás. Um grupo de cristãos desanimado está, simplesmente, neutralizado pelo inimigo, pois não se anima a nada para reedificar uma igreja. Muitas vezes o diabo usa pessoas para nos desanimar (v. 5).

4. Procura gerar inquietação em nós (v. 4b).

Quando o diabo consegue frustrar algum trabalho nosso que não dá bem certo, facilmente ficamos irritados e inquietos. Inquietar-nos e tornar-nos críticos ou desanimados faz parte das estratégias do diabo para que abandonemos a obra de edificação da igreja. Ou, então, a nossa própria edificação na fé.

5. Procura semear acusações contra nós (v. 6).

Ao sermos acusados, ele tira os nossos olhos do foco. Ficamos preocupados com as críticas e ficamos com vontade de chutar o balde, abandonando nosso posto na obra da edificação da igreja. O recurso de semear acusações contra nós o diabo usa especialmente quando a nossa vitória começa a se desenhar e quando surgem sinais de que o nosso projeto dará certo. Cuidemos para manter o foco e não sermos desanimados!

6. Lança difamações contra nós (v. 6).

São fofocas e difamações na nossa vizinhança. Podem aparecer até na internet. Visam nos irritar, tirar do foco, desanimar e fazer-nos desistir.

7. Se necessário, usa o recurso da violência e da força judicial contra nós (v. 23).

“...de mão armada, os forçaram a parar com a obra”.

8. Conquista vitórias parciais sobre nós (v. 24).

“Cessou, pois, a obra da casa do Senhor”. Não deveríamos estranhar que o diabo alcance vitórias parciais sobre nós, mas só parciais! Ele não alcança vitória definitiva! Pouco adiante lemos em Ed 6.14-16 que a obra da reconstrução do templo foi concluída e o povo de Deus festejou a vitória. Apesar de todas as ações do inimigo a vitória do povo de Deus foi plena.

III – LIÇÕES E METAS

LIÇÕES:

1. A (re)edificação da igreja, assim como a nossa edificação pessoal na fé, é feita de vitórias e derrotas até a sua conclusão final.

2. O diabo, nosso adversário, sempre estará procurando desanimar os crentes em Jesus Cristo e impedindo a (re)edificação da igreja. Ele procura impedir especialmente aqueles crentes, grupos e igrejas que são uma ameaça ao reino das trevas perder pessoas para o Reino de Deus. O diabo não teme igrejas e cristãos que não evangelizam e ameaçam os portões do inferno. Satanás não ataca derrotados mas, sim, cristãos e igrejas que estão em pé. Crentes e igrejas apagadas ele deixa dormindo em paz mas, certamente, esse não será o nosso caso!

3. A presença e a ação do inimigo produz em nós vigilância (1 Pe 5.8-9). Também deve produzir em nós correções em áreas nas quais nós somos vulneráveis, além de produzir em nós crescimento e amadurecimento (Tg 1.2-4).

4. Derrotas parciais não devem nos desanimar! É nestas horas de “peneira” que se dividem os cristãos nobres dos fracos. O segredo é manter os nossos olhos fitos em Jesus. Lembremos de Jesus. A sua vitória veio depois de sua morte, ou seja, depois de o diabo ter pensado havê-lo derrotado!

METAS:

1. Como na reconstrução do templo de Jerusalém, vamos arregaçar as mangas, colocar as mãos à obra e reconstruir a igreja, apesar do inimigo.

2. Fixemos os nossos olhos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé e, assim, edifiquemos na força do seu poder, sendo fortalecidos nele (Ef 6.10).

3. Mesmo tendo diferentes ideias, mentalidades e sonhos, juntemos as nossas forças, tal como Israel no tempo de Neemias e Esdras e, em conjunto, vamos reconstruir a “casa do Senhor”!

4. Tenhamos um sonho! Que igreja queremos ser em 2025? Quantos Pequenos Grupos, que se reúnem nas casas, queremos ter? Quantas pessoas queremos ver frequentando os nossos cultos dominicalmente? Como vamos chegar lá?

5. Para esse ano de 2018, tenhamos como meta cada um de nós alcançar mais uma pessoa para Cristo; para a nossa célula; para a nossa igreja.


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