“A vida não é sempre uma experiência no cume do monte. Depois de momentos de regozijo espiritual, vêm horas e dias de trabalho e esgotamento. Há uma hora quando devemos deixar o monte para ministrar no vale da necessidade humana”. )

Pr. João

Pastor Auxíliar

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JESUS E A DOR DE UM PAI

Texto Base: Mc 9.14-29

O contraste entre esta passagem e a precedente é muito notável. Do monte da transfiguração passamos a história da obra do diabo. De uma visão de glória baixamos a presenciar um conflito com uma possessão satânica. Da bendita companhia de Moisés e Elias descemos ao rude trato com os escribas incrédulos.

Deixamos o gosto antecipado da gloria do milênio a e solene voz de Deus Pai, dando testemunho de Deus filho, para presenciar de novo uma cena de dor, fraqueza e miséria. A agonia corporal de um menino, a profunda tristeza de um pai, a incapacidade dos discípulos para aliviarem o menino. O contraste, como vemos, é muito grande.

“A vida não é sempre uma experiência no cume do monte. Depois de momentos de regozijo espiritual, vêm horas e dias de trabalho e esgotamento. Há uma hora quando devemos deixar o monte para ministrar no vale da necessidade humana”.

Depois da experiência da transfiguração no cume da montanha, Jesus e os três discípulos são confrontados por uma situação em que um pai traz aos demais discípulos de Jesus o filho que era possuído por um espírito maligno. Jesus e os discípulos Pedro, Tiago e João encontraram os demais diante de uma situação embaraçosa... Os escribas debatiam com eles...

A história do jovem e de seu pai, descrita em Marcos 9:14, nos mostra que ambos sofriam a um longo tempo, devido o fato de um espírito mudo que tomava aquele jovem e o fazia passar por situações terríveis e constrangedoras, tanto para ele como para seu pai e quem mais estivesse ao redor.

A INFÂNCIA DO JOVEM
Quando se imagina o período da infância de uma criança, normalmente a imagem ou o que se imagina é de momentos de alegria, risos, brincadeiras ou seja de momentos prazerosos com a criança, seus pais e até familiares e amigos. No entanto o que vemos o Pai do Jovem atormentado relatar é bem diferente, quando lemos o texto de Marcos 9:21 “E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.” , veja que pelo diálogo entre Jesus Cristo e o Pai desse Jovem, o sofrimento lhe era causado desde a sua infância, o que nos leva a compreender o quão difícil e triste foram os momentos vividos desde cedo pela ainda criança, em uma fase a qual ainda na gestação, os pais já estão a imaginar como será esse período tão belo e doce de convívio e aprendizado tanto para os filhos como para seus pais, mas a realidade dessa família foi diferente.


A DOR DO PAI DO JOVEM
Ao ler e meditar nessa passagem normalmente o que nos chama a atenção, muitas vezes é o sofrimento desse jovem, o fato do espírito mudo se apossar dele e por fim a dificuldade e consequentemente falha dos discípulos em não conseguir trazer liberdade ao jovem.

Porém algo que passa desapercebido é a dor e o sofrimento que esse pai, vinha sofrendo ao longo de todos esses anos. Pare e Pense! Que pai gostaria de ver seu filho sofrendo? Quantas vezes ele teve de retirar-se de algum local após o jovem possesso ser acometido por esse espírito maligno, que o despedaçava, fazendo o espumar e ranger os dentes, igual ou pior a um animal? Quantas vezes não se sentiu envergonhado quando tais coisas aconteciam em público e os olhares das pessoas se voltavam para eles? Tente quantificar os momentos alegres que foram abortados, as vezes as quais não poderiam sair de casa e as vergonhas as quais ambos foram expostos?

Note que o sofrimento era tanto para o filho como para o pai, que provavelmente se sentia muito mal diante de tudo que acontecia e não possuía capacidade ou condições de ajudar seu amado filho, isso era algo terrível que provavelmente lhe fazia doer até a alma de tamanha amargura.


O PERIGO DA FRIEZA ESPIRITUAL
“Até quando vos sofrerei”... “Sem lenha o fogo se apagará” (Pv 26.20)...

Os discípulos não conseguiram libertar o jovem.
O pai que tinha o filho atormentado havia trazido o filho aos discípulos de Jesus e estes não puderam curá-lo. Jesus associa tal fato à incredulidade dos discípulos, e não à do pai do menino, havia mais fé nele que vem em busca de auxílio do que nos próprios discípulos de Jesus que com Ele andavam todos os dias. Então Jesus repreende seus discípulos! Ó geração incrédula! Até quando eu estarei com vocês, até quando terei que suportá-los? Eu creio que Jesus fala isso até hoje: Até quando vai ver o meu agir e mesmo assim vai duvidar de mim? Até quando vou falar com você, vou mostrar pra você, vou levantar você, vou empurrar você pra frente, vou dar a você a condição de agir e você não age? Até quando terei que suportar a sua incredulidade? Até quando heim? Você vai ao culto, Eu falo com você. Você me pede uma palavra, Eu falo com você. Você pede um sinal, Eu dou a você. Você vê o meu poder, você vê o que Eu posso fazer; mas aí; quando surge uma situação e Eu te digo, agora age; você diz: “eu não me sinto capaz”.  

Os discípulos não puderam. O pai do menino disse isso pra Jesus. Eu vejo que Jesus tava deixando bem claro o seguinte: Até quando vocês estarão comigo, vão ver o meu poder, aprender sobre as coisas e eu vou ter que suportar tanta incredulidade, tanta falta de atitude? Porque esse pessoal estava andando com Jesus, acompanhavam Jesus, viam Jesus trabalhar, estavam ali o tempo todo e tendo a oportunidade de pegar aquele espírito e fazer uso da autoridade.
                                                                                                                 

EM BUSCA DE SOLUÇÃO E UMA CONFISSÃO
O texto diz que o pai ao ver Jesus, imediatamente se põe diante dEle e clama por misericórdia. O Senhor Jesus que tudo o sabes, viu que ambos precisavam de um milagre não somente o jovem possesso, mas também o seu pai. Aí, Jesus manda trazer o rapaz. “Tragam-me o menino”.

Jesus perguntou ao pai do menino: Há quanto tempo ele está assim? Desde a infância, respondeu o pai do menino. O pai do menino por sua vez, parecia duvidar que Jesus pudesse fazer alguma coisa por seu filho ao dizer: Senhor "Se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. (Marcos 9:22). Então Jesus disse:  “SE PODES?” Jesus lhe fez uma pergunta em cima da queixa daquele homem: Se posso? A questão não é se Eu posso, mas se você crê. “TUDO É POSSÍVEL ÀQUELE QUE CRÊ”. V.23.

O que Jesus estava querendo dizer era: Não tem a ver comigo, mas  tem a ver é com você. Porque EU SEI QUE EU POSSO, EU POSSO TUDO, mas e você; você é capaz de crer?  A questão aqui não é se Eu posso; Eu sei que posso. A sua vitória não tem a ver com Deus, tem a ver com a sua fé.

Eu posso fazer isso na tua vida, mas você crê que eu posso? Você crê que Eu posso virar esse seu cativeiro e materializar isso na tua vida? Porque se você acredita no meu agir, TUDO É POSSÍVEL AQUELE QUE CRÊ. Prosseguindo Jesus repreendeu e ordenou que aquele espirito imundo, mudo e surdo deixa de uma vez por todas a vida daquele jovem.

CONCLUSÃO
Naquele dia nosso Senhor e Salvador, não somente libertou e colocou o jovem de pé, mas também tornou a por de pé a vida e fé de um pai que tanto sofrera. Quantas vezes na vida diante de tantas adversidades a incredulidade já não tomou conta de nossos corações? Que hoje possamos ter a fé renovado e fortalecida em Cristo Jesus o Filho de Deus, se apresente diante do Trono da Graça e alcance a misericórdia daquEle que se compadece das nossas fraquezas tanto pelo seu Amor que excede toda lógica de racionalidade, bem como por ter deixado seu Trono de Glória e tendo se feito homem para viver e sofrer as nossas dores, Jesus lhe compreende e deseja que você se levante e siga em frente. Vamos crer com fé que o nome de Jesus ainda é a solução para nossos problemas. Que Deus te abençoe ricamente e que a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja em vossas vidas. E que esta mensagem lhe tenha sido útil. Amém..

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