"Todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada". Lucas 10.42

Baseado na mensagem do P. José Pezini

Pres. Venceslau, 07/09/2019

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PRINCÍPIOS PARA A ADMINISTRAÇÃO DOS NOSSOS BENS

Lucas 16.1-15

No domingo passado ouvimos sobre “Apenas uma coisa é necessária”. O maior dilema das nossas famílias evangélicas de hoje é: “como desenvolver um relacionamento íntimo com Deus?”. Isso requer de nós uma opção radical: colocar em prática o que confessamos com a boca, ou seja, que Jesus é nosso Senhor.

Preciso valorizar a Deus acima de qualquer outra coisa. “Aquilo que valorizo, isso eu priorizo”. Se Deus é o meu bem ou valor maior, irei tratar de ter um tempo diário para estar em comunhão com ele. Isso exige disciplina da minha parte. Jesus disse a Marta: “Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária!!! Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”(Lc 10.42). Qual é a única coisa necessária? Ouvir Jesus, desenvolvendo uma intimidade com o Senhor.

Hoje vamos abordar outro assunto que afeta profundamente os nossos lares cristãos: o dinheiro. Vivemos numa sociedade consumista, onde o “ter” é valorizado em detrimento ao “ser”. Isso afeta as nossas famílias. Há uma estatística que diz que 55% dos divórcios acontecem devido ao dinheiro.

O que a Bíblia ensina sobre o dinheiro? Muitas coisas. Há 2.352 versículos na Bíblia que falam de “dinheiro” e apenas cerca de 500 versículos que falam sobre “fé” e sobre “oração”. Isso mostra a importância de aprendermos a lidar corretamente com o nosso dinheiro e os nossos bens. Hoje vamos abordar um dos ensinos básicos de Jesus nesta área.

LUTANDO COM OS MEUS PRÓPRIOS PECADOS
A Família brasileira está endividada
As principais razões para o endividamento das famílias brasileiras são:

Adversidades inesperadas. Meu cunhado e família sua estão passando um ano de sufoco financeiro. Dias atrás ele escreveu para nós: “Justo quando já não temos dinheiro, minha esposa precisa fazer o canal dum dente, Além disso a máquina de lavar roupa estragou e o forno elétrico estão estragando”.

Falta de planejamento financeiro. Não aprendemos a ter uma reserva técnica.

Crédito feito por terceiros. O sr. Chicão, onde busco leite num sítio, aposentou no mês passado. Felizmente a CEF não autoriza empréstimos nos primeiros 3 meses após a aposentadoria, mas já teve familiar sugerindo que fizesse um empréstimo que beneficiasse esse familiar numa necessidade.

Perfil do endividamento das famílias modernas:
61,6% das famílias têm dívidas;
23,7% estão inadimplentes;
9% estão em situação de falência;
78,6% possuem dívidas com cartão de crédito;
8,1% possuem dívida com financiamento de imóvel.
Grande parte dos entrevistados só acordaram para o problema de seu endividamento excessivo quando as cobranças foram iniciadas.
Entendendo parábolas. Leitura do texto de Lc 16.1-5
a) Qual é o público de Jesus nestas parábolas de Lc 15 e 16?
 - Lc 15.1, 2: Publicanos, pecadores, escribas e fariseus.
 - Lc 16.1 e 14: Os discípulos e os fariseus. Fariseus, o alvo básico da parábola de Jesus.
b) Qual a situação que levou Jesus a contar esta parábola?
(Caso não consigamos, fica difícil saber qual é a mensagem ensinada).
Lc 15.1, 2: os publicanos (funcionários públicos) e “pecadores” estavam se reunindo com Jesus para ouvi-lo e Jesus comia com eles.
c) O que levou Jesus a contar esta parábola?
 Lc 15.2: os religiosos (fariseus e escribas) estavam criticando Jesus por ele estar se reunindo e comendo com pecadores e por estar ensinando eles.
Quais são os pontos de referência da parábola?
 Depois de identificar o auditório de Jesus, temos que identificar o que vem a ser os elementos principais da parábola (os pontos de referência). Se não conseguimos, fica difícil entender a mensagem de Jesus. Quais são nesta parábola?
O homem rico. O que ou quem é o homem rico na fala de Jesus? É Deus!
Os administradores. Quem são os administradores na fala de Jesus? Os fariseus, os religiosos. (Nós!).
O problema. Qual era o problema denunciado por Jesus nesta parábola?
- A ganância, a avareza (Lc 16.14). O administrador da parábola é desonesto. A desonestidade é fruto da ganância, da avareza.
- Os fariseus se achavam justos e criticavam Jesus por estar comendo com os pecadores (Lc 15.2).
- Eles se viam melhores que os publicanos e demais pecadores, mas a ganância reinava em seus corações.

Quais são as lições básicas que podemos tirar desta parábola?
Primeira lição: NÓS somos administradores, segundo Jesus.
 Administradores de que?
 Somos administradores dos recursos de Deus na terra.
 Qual é a lição principal? Não somos donos de absolutamente nada! Tudo o que existe pertence a Deus! Sl 24.1: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que mele vivem”. Tudo, tudo é de Deus!
 Somos responsáveis por tudo aquilo que está em nossas mãos (Lc 16.10). Isso inclui nossos dons, talentos, dinheiro e bens. Preciso administrar a minha vida, com tudo o que me é dado, para a glória de Deus, pois tudo é dele.
Segunda lição: Honestidade.
 Devemos ser honestos e fiéis para com os outros e para com tudo o que nos foi confiado (Lc 16.11).
 Devemos usar bem os recursos que estão sob a nossa responsabilidade.
 O administrador da parábola é desonesto. A desonestidade é fruto da avareza. Sendo crente, quero viver nos princípios de Deus. Preciso lidar com o dinheiro e os bens como sendo um presente temporário de Deus.
Terceira lição: Fugir da ganância.
 Ganância é uma atitude pecaminosa que leva a pessoa a tomar para si aquilo que pertence a Deus. (Cl 3.5-7).
 Ganância ou avareza leva o indivíduo a amar a propriedade em vez do Proprietário.
 “Mamon”, o deus-dinheiro, sempre rivaliza com Deus, o Criador. Mamon procura dominar a nossa vida. Quando consegue isso, ele nos tiraniza e destrói nossas famílias!

A CURA PARA A AVAREZA
 O problema da avareza é que ela gera outro problema: o “descontentamento”. O descontentamento tem a sua raiz na avareza. Vamos admitir: todos nós temos um coração de natureza avarenta. Estou descontente com o que tenho? É sinal de avareza em mim!

Cura: Deus me proverá e protegerá!!! “Seja a sua vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes, porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5).

Portanto, sou livre para buscar Seu Reino e investir os recursos que Ele me confiou em Seus propósitos. Como administradores das coisas de Deus, preciso perguntar constantemente: Senhor, como queres que eu aplique as coisas que Tu me confiaste?

 Cura: Sabedoria. Viver no Reino de Deus exige sabedoria. Precisamos examinar a forma como gastamos o nosso dinheiro e que valor atribuímos aos nossos bens. Precisamos considerar o nosso dinheiro e bens (que não são nossos!) à luz do Reino de Deus.

 Somos administradores das coisas de Deus, por isso administramos os bens para a glória de dele.
 Cura: Generosidade. O remédio para acura da avareza? A GENEROSIDADE!
CONCLUSÃO

 Relembrando as lições básicas da parábola:

Não somos donos de nada. Tudo pertence a Deus.

Devemos administrar bem os recursos de Deus que ele nos confiou.

Devemos ser honestos.

Devemos fugir da avareza.

Desacumule. Devemos desacumular em vez de acumular.

Pratique a generosidade. O remédio contra a avareza.

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